segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mãe de Joaquim diz à polícia que padrasto a agredia e fazia ameaças

“Mãe de Joaquim diz à polícia que padrasto a agredia e fazia ameaças
·         Segundo o promotor, Natália Ponte contou no domingo que, durante uma discussão, marido ameaçou jogar o bebê do casal contra a parede
·         Corpo foi enterrado na tarde desta segunda-feira sem a presença da mãe, que está presa
TATIANA FARAH (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
Publicado:11/11/13 - 10h29
Atualizado:11/11/13 - 15h49
rpo de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, foi encontrado em um rio de Barretos (SP), cinco dias depois de seu desaparecimento Foto: Reprodução de TV
SÃO PAULO - A mãe de Joaquim Ponte Marques, o menino assassinado em Ribeirão Preto na semana passada, Natália Ponte, afirmou à polícia que o marido, Guilherme Longo, padrasto da criança, ameaçou jogar o bebê do casal, de quatro meses, contra a parede durante uma briga com a mulher. Natália e Guilherme foram presos na noite de domingo por suspeita de participação na morte de Joaquim. O corpo do menino foi encontrado em um rio de Barretos, a cem quilômetros de Ribeirão, cinco dias depois de seu desaparecimento. Exame preliminar do Instituto Médico Legal (IML) mostrou que o menino não morreu por afogamento, o que reforça a tese de homicídio. O casal, que nega o crime, não foi autorizado pela justiça para ir ao enterro, realizado no início da tarde.
— Já existe um histórico de agressão do padrasto contra a mãe. Em uma das crises, ele teria ameaçado jogar o filho de quatro meses na parede. Natália disse que o marido a vinha ameaçando nos últimos tempos e que pensava em abandoná-lo. Ela declarou isso ontem (domingo), mas informou que não reportou o caso à polícia, não fez Boletim de Ocorrência (B.O.)— disse o promotor Marcus Tulio Nicolino, por telefone, ao GLOBO.
Segundo o promotor, Natália não acusou o marido. O casal teve prisão de 30 dias decretada ainda no domingo, depois que o corpo foi encontrado.
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— Temos agora certeza de que foi um homicídio. Isso, somado à evidência de que não há a participação de terceiros, torna o casal suspeito; mas não estamos responsabilizando ninguém ainda— disse o promotor.
O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que chefia a investigação, confirmou que Natália, desde que viu o corpo do filho para fazer o reconhecimento do cadáver, começou a falar sobre a relação com o marido.
— Ela ficou chocada quando viu o menino. Acredito que isso vai nos ajudar a saber o que aconteceu. Natália contou que Guilherme já a agrediu e ameaçou. Se ela não teve uma participação efetiva no crime, pode querer colaborar em esclarecer— disse o delegado.



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 http://oglobo.globo.com/pais/mae-de-joaquim-diz-policia-que-padrasto-agredia-fazia-ameacas-10743627#ixzz2kMcDOD6u . Acesso: 11/11/13
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