Um caso que choca pela frieza e quebra de confiança familiar: a Justiça de Limeira condenou uma mulher por desviar mais de R$ 72 mil da própria avó, uma idosa de 85 anos, para sustentar o vício em jogos de azar — incluindo o popular “Tigrinho”.
A decisão é do juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal, que não hesitou em reconhecer a gravidade do caso: estelionato contra idoso, com abuso de confiança dentro da própria família.
💸 Saques escondidos e prejuízo devastador
Segundo a denúncia, a neta realizou transferências, compras e até resgates de previdência privada sem autorização, causando um prejuízo de R$ 72.589,36.
A própria acusada confessou: contraiu dívidas e perdeu dinheiro em apostas.
Enquanto isso, a avó — vítima direta do golpe — teve o nome negativado e precisou renegociar dívidas, chegando a sofrer descontos em sua pensão.
⚖️ Justiça foi firme: “não pode haver incentivo ao abuso familiar”
Ao proferir a sentença, o magistrado destacou que o crime foi cometido com plena consciência e má-fé, agravado pelo fato de a vítima ser idosa e confiar na própria neta.
Ele foi direto ao ponto: penas mais brandas poderiam estimular esse tipo de crime dentro das famílias.
🔒 Pena e obrigação de devolver tudo
A condenação foi fixada em:
- 2 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão (regime semiaberto)
- 21 dias-multa
- Devolução integral de mais de R$ 72 mil, com correção pela taxa Selic
A decisão reforça a aplicação do Artigo 171 do Código Penal brasileiro, especialmente quando há vulnerabilidade da vítima.
📌 Alerta: quando o perigo está dentro de casa
O caso escancara uma realidade cada vez mais frequente: crimes patrimoniais praticados por familiares contra idosos, muitas vezes motivados por dívidas ou vícios.
A mensagem da Justiça é clara — laços familiares não são escudo para impunidade.
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