segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mãe e padrasto de menino desaparecido são presos em Ribeirão Preto (SP)

“Mãe e padrasto de menino desaparecido são presos em Ribeirão Preto (SP)
Por iG São Paulo | 11/11/2013 04:20
Texto
Casal foi detido logo após reconhecer corpo e prestar depoimento. Garoto foi encontrado morto em rio na manhã deste domingo
Mãe e padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, tiveram prisão temporária decretada na noite deste domingo (10) em Ribeirão Preto (SP). Os dois são os principais suspeitos pela morte do garoto, que teve o corpo encontrado na manhã de ontem no rio Pardo, zona rural de Barretos (SP). Eles devem permanecer presos por pelo menos 30 dias.
Joaquim Ponte, de 3 anos, desapareceu de casa na terça-feira (05)
Antes de serem detidos, Natália Ponte e Guilherme Longo estiveram no Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para fazer o reconhecimento. O delegado João Osinski Júnior, diretor do departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 3), disse que os pais reconheceram o pijama do menino e suas características físicas.
Após a confirmação, policiais mantiveram um cerco preventivo em frente à casa da família de Joaquim, no bairro Jardim Independência, zona norte de Ribeirão Preto, para evitar reações de populares contra a mãe e o padrasto do garoto. Por motivos de segurança, o presídio em que estão localizados não foi divulgado.
Investigação
Joaquim estava desaparecido desde terça-feira (05). De acordo com exames preliminares no IML (Instituto Médico Legal) de Barretos, não havia água nos pulmões da criança, o que indica que o menino teria morrido antes de ser jogado no rio. 
Os pais Natália (verde) e Arthur Paes prestam depoimento em Barretos (SP), neste domingo (10), após policiais encontrarem o corpo do menino Joaquim Ponte, de 3 anos
Policiais aguardam o laudo que vai apontar o que matou o garoto, mas já trabalham com a tese de agressão ou outro tipo de violência ou ainda envenenamento. "A hipótese de que ele teria sido morto e jogado no rio foi confirmada, mas ainda é preciso saber o que o matou", disse o delegado João Osinski Júnior, diretor do Deinter-3 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).
O local onde o corpo foi encontrado no domingo (10) fica a cerca de 150 quilômetros de Ribeirão Preto. O corpo estava com o pijama que o menino usava para dormir no dia que sumiu e foi reconhecido pela mãe, a psicóloga Natália Mingoni Ponte, e pelo pai, Arthur Paes.
Uma das possibilidades é que Joaquim tenha sido jogado no córrego Tanquinho, que passa perto de sua casa e que vai desaguar no rio Pardo. Como choveu muito durante a semana, o corpo teria sido levado pelas águas até Barretos. 
A localização do corpo ocorreu por volta das 11h30 e pouco tempo depois policiais militares se deslocaram para a casa do menino, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto. O objetivo foi fazer um cerco preventivo para evitar que a mãe e o padrasto pudessem deixar o local.
Desde o início das buscas a Polícia Civil vinha apostando suas fichas que o menino estaria no rio. A suspeita aumentou após um cão farejador da polícia apontar que o menino teria ido de sua casa até o córrego na companhia do padrasto, Guilherme Longo. Ele, por sua vez, se defendeu dizendo que sempre ia ao córrego com o garoto e que, por isso, a descoberta não queria dizer nada.
Em matéria do programa Fantástico, da TV Globo, na noite de domingo, o padrasto demonstrou frieza ao saber que o corpo foi encontrado. "Foi reconhecido? Maravilha. A gente vai dar uma ligada para os advogados para ver o que está acontecendo."
Histórico
O menino Joaquim Ponte Marques, 3, estava desaparecido desde a última terça-feira, 5, em Ribeirão Preto (SP). A polícia e o Ministério Público veem indícios da participação da mãe e do padrasto no sumiço, mas ambos negam. Ele sumiu de madrugada e todos os dois dizem que estavam dormindo naquele momento.
No dia seguinte ao desaparecimento, a polícia pediu a prisão temporária do casal, mas a Justiça negou o pedido, sob a alegação de que eles estavam colaborando na investigação. O desaparecimento do garoto gerou comoção na cidade e uma campanha feita nas redes sociais por celebridades como a apresentadora Angélica, a atriz Carolina Dieckman e a cantora Ivete Sangalo.
*Com informações da AE e O Dia”

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