sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Embargos Infringentes e o STF

“Novo julgamento pode prescrever crime de formação de quadrilha
Presença de dois novos ministros no STF pode alterar a sentença dada aos condenados no julgamento
O STF decidirá hoje se aceita ou não os embargos infringentes dos réus condenados no processo do mensalão. Se os recursos forem aceitos por maioria simples (6 votos a favor), um novo julgamento será realizado e haverá a chance de que os condenados se livrem da sentença em regime fechado, sejam absolvidos ou tenham os crimes prescritos.
A chance dessa reviravolta ficou mais próxima após a entrada dos novos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso no tribunal. Ayres Britto e Cezar Peluso, que de um modo geral votavam a favor das condenações, deixaram o STF devido à aposentadoria compulsória de servidores públicos ao completarem 70 anos.
Mudança de rumo
Recentemente Zavascki e Barroso participaram do julgamento que livrou o senador Ivo Cassol (PP) do crime de formação de quadrilha. Os ministros apoiaram o argumento do réu de que só há formação de quadrilha quando há uma união estável entre os acusados para cometer o crime. Tal raciocínio também é defendido por Ricardo Lewandowski. Os votos de Zavascki e Barroso podem alterar a decisão da maioria, inocentando os réus do crime de formação de quadrilha. Com isso, Dirceu e Delúbio Soares escapariam da sentença em regime fechado.
Redução de pena
Pela lei, os condenados a mais de oito anos devem cumprir a sentença em regime fechado. Caso Dirceu seja absolvido do crime de formação de quadrilha, sua pena de 10 anos e 10 meses seria reduzida para sete anos e 11 meses, o que dá direito ao regime semiaberto. O mesmo aconteceria com Delúbio que teria sua pena reduzida de oito anos e 11 meses para seis anos e oito meses.
Na primeira fase da análise dos recursos, Zavascki votou pela redução das sentenças dos condenados por formação de quadrilha. Barroso repetiu diversas vezes que também gostaria de reduzir a sentença.
Mesmo que a condenação seja mantida, se o tribunal votar por sentenças mais brandas abrirá margem para a prescrição de alguns crimes. Para que os réus sejam efetivamente condenados, a pena por formação de quadrilha deve ser superior a dois anos. Do contrário, o crime estará prescrito devido ao tempo entre a apresentação da denúncia, em 2006, e o julgamento, em 2012”.

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