“Delegado diz que quem matou Joaquim estava na casa
Na madrugada em que Joaquim sumiu, o padrasto Guilherme
Longo e a mãe, Natália Ponte, se encontravam no imóvel
03/12/2013 | 20:58 | AGÊNCIA ESTADO
O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de
Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), disse nesta terça-feira, 3,
ter certeza de que o assassino do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos,
estava dentro da residência, no Jardim Independência. Porém, Castro não falou
quem seria o assassino. Na madrugada em que Joaquim sumiu, o padrasto Guilherme
Longo e a mãe, Natália Ponte, se encontravam no imóvel.
De acordo com o delegado, peritos não encontraram na casa
qualquer sinal de que alguém tenha entrado na residência. "O menino foi
morto dentro de casa e as provas que colhemos até agora são robustas para
conseguir uma condenação e apontar a culpa a quem for devida", disse.
Joaquim sumiu no dia 5, mas o casal está preso desde que o corpo foi localizado,
no dia 10, boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP).
Segundo Castro, falta juntar documentos e outras provas para
finalizar o inquérito, se tudo ocorrer dentro da expectativa na próxima semana.
Os resultados dos exames feitos em tecidos de órgãos do garoto e no sangue são
vistos como peças importantes para terminar as investigações.
Recurso
Nesta terça-feira, o advogado Antônio Carlos de Oliveira,
que defende Longo, ingressou no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo com um
pedido de agravo regimental. O recurso visa tentar libertar o cliente após duas
tentativas frustradas em primeira instância, em Ribeirão Preto, e no próprio
TJ.
Por outro lado, o delegado afirmou que pretende pedir a
prorrogação da prisão temporária do casal ou apenas do padrasto. Isso para que
as investigações possam transcorrer com "tranquilidade", caso ocorra
algum atraso. Já o promotor responsável pelo caso declarou que, se a linha de
investigação não mudar, o padrasto poderá ser indiciado por homicídio doloso
triplamente qualificado, enquanto que a mãe responderia por omissão - pois
sabia dos riscos que o filho corria na companhia do companheiro”.
“Delegado pede ao MP prorrogação da prisão de padrasto de
Joaquim
05/12/2013 | 21:02 | FOLHAPRESS
Exatos 30 dias depois
da morte de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, continua sendo um mistério a
forma como ele faleceu. Nesta quinta-feira, 5, o delegado Paulo Henrique
Martins de Castro pediu ao Ministério Público a prorrogação da prisão do
padrasto do menino, Guilherme Longo, e de sua mãe Natália Ponte. Também
solicitou que o inquérito seja prorrogado por igual período.
O promotor responsável pelo caso, Marcos Túlio Nicolino, vai
agora analisar as solicitações e encaminhar à Justiça. Caso não seja acatado o
recurso para que sigam na cadeia, o casal será solto no início da próxima
semana, quando vence a prisão temporária decretada no mês passado.
Homenagem
Uma manifestação foi realizada na frente da casa de Joaquim,
no Jardim Independência, nesta tarde. Pessoas vestindo camisas com a foto do
garoto e portando cartazes pediram justiça no caso e mais rigor nos crimes
cometidos contra crianças. Já à noite aconteceu na matriz de Ribeirão uma missa
em homenagem aos 30 dias da morte de Joaquim a pedido de familiares.
Histórico
O menino desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no dia 5
do mês passado, mas seu corpo foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, no dia
10. A linha de investigação policial aponta o padrasto Guilherme Longo como
principal suspeito pela morte de Joaquim. Para isso teria aplicado uma dose
excessiva de insulina no garoto e depois jogado o corpo na água. Longo nega
qualquer envolvimento no caso, assim como Natália”.

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