sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nesta quinta-feira, 5, o delegado Paulo Henrique Martins de Castro pediu ao Ministério Público a prorrogação da prisão do padrasto do menino, Guilherme Longo, e de sua mãe Natália Ponte. Também solicitou que o inquérito seja prorrogado por igual período.

“Delegado diz que quem matou Joaquim estava na casa
Na madrugada em que Joaquim sumiu, o padrasto Guilherme Longo e a mãe, Natália Ponte, se encontravam no imóvel

03/12/2013 | 20:58 | AGÊNCIA ESTADO
O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto (SP), disse nesta terça-feira, 3, ter certeza de que o assassino do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, estava dentro da residência, no Jardim Independência. Porém, Castro não falou quem seria o assassino. Na madrugada em que Joaquim sumiu, o padrasto Guilherme Longo e a mãe, Natália Ponte, se encontravam no imóvel.

De acordo com o delegado, peritos não encontraram na casa qualquer sinal de que alguém tenha entrado na residência. "O menino foi morto dentro de casa e as provas que colhemos até agora são robustas para conseguir uma condenação e apontar a culpa a quem for devida", disse. Joaquim sumiu no dia 5, mas o casal está preso desde que o corpo foi localizado, no dia 10, boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP).

Segundo Castro, falta juntar documentos e outras provas para finalizar o inquérito, se tudo ocorrer dentro da expectativa na próxima semana. Os resultados dos exames feitos em tecidos de órgãos do garoto e no sangue são vistos como peças importantes para terminar as investigações.

Recurso

Nesta terça-feira, o advogado Antônio Carlos de Oliveira, que defende Longo, ingressou no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo com um pedido de agravo regimental. O recurso visa tentar libertar o cliente após duas tentativas frustradas em primeira instância, em Ribeirão Preto, e no próprio TJ.

Por outro lado, o delegado afirmou que pretende pedir a prorrogação da prisão temporária do casal ou apenas do padrasto. Isso para que as investigações possam transcorrer com "tranquilidade", caso ocorra algum atraso. Já o promotor responsável pelo caso declarou que, se a linha de investigação não mudar, o padrasto poderá ser indiciado por homicídio doloso triplamente qualificado, enquanto que a mãe responderia por omissão - pois sabia dos riscos que o filho corria na companhia do companheiro”.
“Delegado pede ao MP prorrogação da prisão de padrasto de Joaquim
05/12/2013 | 21:02 | FOLHAPRESS

 Exatos 30 dias depois da morte de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, continua sendo um mistério a forma como ele faleceu. Nesta quinta-feira, 5, o delegado Paulo Henrique Martins de Castro pediu ao Ministério Público a prorrogação da prisão do padrasto do menino, Guilherme Longo, e de sua mãe Natália Ponte. Também solicitou que o inquérito seja prorrogado por igual período.

O promotor responsável pelo caso, Marcos Túlio Nicolino, vai agora analisar as solicitações e encaminhar à Justiça. Caso não seja acatado o recurso para que sigam na cadeia, o casal será solto no início da próxima semana, quando vence a prisão temporária decretada no mês passado.


Homenagem

Uma manifestação foi realizada na frente da casa de Joaquim, no Jardim Independência, nesta tarde. Pessoas vestindo camisas com a foto do garoto e portando cartazes pediram justiça no caso e mais rigor nos crimes cometidos contra crianças. Já à noite aconteceu na matriz de Ribeirão uma missa em homenagem aos 30 dias da morte de Joaquim a pedido de familiares.

Histórico


O menino desapareceu de sua casa em Ribeirão Preto no dia 5 do mês passado, mas seu corpo foi localizado no Rio Pardo, em Barretos, no dia 10. A linha de investigação policial aponta o padrasto Guilherme Longo como principal suspeito pela morte de Joaquim. Para isso teria aplicado uma dose excessiva de insulina no garoto e depois jogado o corpo na água. Longo nega qualquer envolvimento no caso, assim como Natália”.

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